Esportes

Forbes faz pesquisa e aponta que a formação de um atleta paraolímpico de alto nível pode chegar a R$ 5 milhões

Forbes faz pesquisa utilizando de base o nadador paraolímpico Daniel Dias, cujo já teve o custo total de R$ 5 milhões, para permanecer sendo um atleta de alto nível no período de 2005 até 2021

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10 Set 2021 - 18h49 | Atulizado em 10 Set 2021 - 18h49

Recentemente a Forbes fez uma pesquisa utilizando como base o nadador paraolímpico e recordista mundial Daniel Dias com a avaliação do pesquisador Ciro Winckler, pesquisador associado da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

E a pesquisa mostra que o custo para formação de um atleta de alto nível pode chegar a R$ 5 milhões, variando de acordo com a modalidade esportiva e, no caso de atletas paraolímpicos, é levado em conta o custo do equipamento de apoio exigido.

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Ainda segundo a Forbes com sua pesquisa com o atleta Daniel Dias, o custo total de R$ 5 milhões leva em conta patrocínio (42%), bolsa atleta (25%), equipe técnica (20%), viagens internacionais (5%), próteses (4%), viagens nacionais (1%), instalações de treino (1%), e suplemento (1%), considerando o período de 2005, que foi quando Dias participou de sua primeira competição nacional e decidiu se tornar um atleta profissional, a 2021, ano em que se aposentou. Ou seja, mais de 15 anos de atividades.

O valor do "Bolsa Atleta" é um valor público que Dias ganhou de 2013 a 2020 do governo federal, totalizando aproximadamente R$ 1,2 milhões. Já os outros valores são de acordo com o pesquisador Ciro Winckler, que concluiu a partir de suas próprias estimativas: “Novas próteses, por exemplo, eu considerei a cada quatro anos” – o que totaliza, por exemplo, R$ 50 mil por prótese.

O patrocínio, parcela de maior peso, representa R$ 2,2 milhões, e Dias já consolidou parcerias com alguns nomes de peso, como Adidas, Panasonic, Citibank, Visa, Ottobock, Mackenzie e GS1 Brasil. Nesse sentido, porém, ele é um caso a parte, tendo em vista que muitos medalhistas olímpicos brasileiros não tiveram o apoio de muitos patrocinadores, como a ginasta Rebeca Andrade e o canoísta Isaquias Queiroz durante as Olimpíadas de Tóquio.

Mas de acordo com o pesquisador da Unifesp o custo total varia de acordo com o esporte. “Daniel nada e precisa de piscina, mas demanda próteses e equipamentos para fazer o treino fora d’água”, destaca Winckler à Forbes. “Vinícius Rodrigues é amputado de perna e corredor, demanda próteses para o dia a dia e para competir. Jady Malavazzi, do ciclismo, precisa da handcycle para competir, e da cadeira de rodas no dia a dia. No caso dos cegos, há necessidade do atleta guia ou piloto. Então depende muito do esporte.”

A Forbes também trouxe uma estimativa feita por Amir Somoggi, sócio-diretor da Sports Value, a partir da análise de esportistas do atletismo olímpico, e não paralímpico, chega a um número menor, mas ainda expressivo: R$ 3,8 milhões. Esse valor também considera o período de 16 anos para a formação de um atleta de alto nível, o equivalente a R$ 20 mil por mês.

 

E por fim, ainda de acordo com a Forbes, a diferença entre as duas estimativas leva em conta alguns aspectos: uma equipe técnica qualificada para auxiliar uma pessoa com deficiência tem um custo mais alto do que uma equipe técnica padrão. Da mesma forma, as instalações de treino para um atleta paralímpico precisam contar com equipamentos adaptados, que são mais caros.

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Foto Destaque: Reprodução / Washington Alves / EXEMPLUS / CPB

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