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Dose de reforço de CoronaVac quase triplica anticorpos contra Delta, diz estudo

Estudo feito na China com vacina do laboratório Sinovac mostra que imunizante chinês reverteu uma caída nas atividades de anticorpos contra a variante Delta

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07 Set 2021 - 10h50 | Atulizado em 07 Set 2021 - 10h50

Diminuindo as preocupações sobre a resposta imune a longo prazo a uma cepa altamente contagiosa do Covid-19, a Delta, foi realizado um estudo na China que mostra que a dose de reforço da CoronaVac, a vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac, reverteu uma caída nas atividades de anticorpos contra a variante mais transmissível, que foi originada na Índia e já é predominante em São Paulo e no Rio de Janeiro.

No domingo (4), foi publicado o estudo antes de uma revisão por pares, a partir desse estudo, após seis meses que tomarem a segunda dose da CoronaVac, não foram detectadas atividades dos anticorpos neutralizantes contra a Delta nas amostras coletadas de pessoas vacinadas. Entre tanto, detectou uma potência neutralizante de 2,5 vezes maior contra Delta em relação a quatro semanas após em que recebeu o reforço , comparando com o nível observado no mesmo período, logo após a segunda injeção, declaram os pesquisadores. A pesquisa não deixou claro como essas mudanças específicas na atividade dos anticorpos vão contribuir na eficácia da vacina CoronoVac na prevençao contra a variante Delta.

Foram analisadas amostras de 66 participantes, englobando 38 voluntários que receberam duas ou três doses da vacina.

 


(Reprodução/ Época)


No Brasil, a vacina fabricada pelo Instituto Butantan, vem preocupando por sua eficácia contra a Delta, a variante que dominou globalmente dentre outras e está promovendo uma alta nas infecções mesmo em  países onde a vacinação está mais avançada. E em muitos países que ultilizaram a CoronaVac começaram a aplicar as doses reforço desenvolvidas por fabricantes ocidentais em pessoas totalmente vacinadas com a vacina da Sinovac.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) está planejado enviar cerca de 100 milhões de doses das vacinas dos laboratórios da Sinovac e Sinopharm até o final deste mês, sobretudo para países da África e da Ásia, em sua primeira entrega de vacinas chinesas. Ainda sim, alguns países rejeitaram a CoronaVac, apontando a falta de dados sobre a eficácia contra a Delta.

Foto destaque: Istoé

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